Todo mundo tem suas estranhezas, esquisitisses, bizarrices. A minha maior estranheza... ou um traço forte da minha personalidade é a minha distração. Eu sou uma completa cabeça de vento... totalmente avoada, vivo no mundo da lua.
E hoje eu percebi isso bem forte numa atitude minha.
Pra isso ter um contexto... eu acabei de sair de um relacionamento, de 3 anos e meio, onde eu me senti muito amada e muito feliz esse tempo todo, mas acabou, por motivos absurdos e tristes, que eu ainda estou tentando entender, mas acabou e obviamente eu passo por dias bons e dias ruins. Hoje especialmente tem sido um dia ruim. Já chorei trancada no meu quarto, fiquei com a cara toda vermelha, deitei e fiquei com aquela cara melancolica de perdida e desolada, não estava conseguindo me concentrar muito bem nas coisas que estava fazendo, enfim, tudo dentro do que é normal, 15 dias depois de um "fim".
Mas... dai, eu me distraí... como sempre... e começou a tocar uma musica que eu gosto muito e me deu vontade de dançar. E claro, minha tristeza não é empecilho pra isso... de jeito nenhum!!!!
Comecei a sapatear e fazer coreografias bobas pelo meio da casa... como se eu nunca estivesse ficado triste em toda a minha vida. Como se eu estivesse na maior das alegrias, comemorando alguma coisa. Tudo porque... eu sou distraida. Nem a minha maior tristeza me prende, eu não consigo prestar atenção na minha própria dor.
E sinceramente, por um lado, isso é ótimo, por outro, pode ser que eu perca um pouco do que eu deveriar passar. A dor é parte importante desse rompimento, eu precisava passar por ela em sua integridade, pra que isso seja vivido e digerido como tem que ser e esse ponto ser concluído e eliminado.
Enfim, não posso mudar isso, e nem sei se eu quero mudar. Enquanto isso, minha dor fica picada, minha tristeza estranha prevalece e eu continuo tentando ser feliz... nem que seja enquanto durar uma musica.
E sinceramente, por um lado, isso é ótimo, por outro, pode ser que eu perca um pouco do que eu deveriar passar. A dor é parte importante desse rompimento, eu precisava passar por ela em sua integridade, pra que isso seja vivido e digerido como tem que ser e esse ponto ser concluído e eliminado.
Enfim, não posso mudar isso, e nem sei se eu quero mudar. Enquanto isso, minha dor fica picada, minha tristeza estranha prevalece e eu continuo tentando ser feliz... nem que seja enquanto durar uma musica.

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